Mulher é agredida após ser impedida de usar banheiro em Tauá; Polícia investiga LGBTfobia

A trancista Milene Pereira de Sousa, 22 anos, foi vítima de agressões e discriminação de gênero após ser impedida de utilizar o banheiro feminino por um homem no local conhecido por Bar dos Espetinhos, na cidade de Tauá.

O caso ganhou repercussão em todo o Estado, foi registrado na 14ª Delegacia Regional de Polícia Civil e está sendo investigado.

O Jornal O Povo publicou uma reportagem.

Confira!

No último domingo, 21, mais uma caso de LGBTfobia foi registrado no Ceará. A trancista Milene Pereira de Sousa, 22, foi vítima de agressões e discriminação de gênero após ser impedida de utilizar o banheiro feminino por um homem em um estabelecimento comercial no município de Tauá, a 347 km de Fortaleza. Segundo ela, o agressor disse que ela não iria entrar no local porque era um homem devido a roupa que usava no dia, classificada por ele como roupas “masculinas”. A mulher ainda chegou a ser agredida com chutes e socos pelo homem. Polícia investiga denúncia de LGBTfobia.

O crime ocorreu durante uma seresta na cidade. Milene, que estava acompanhada da sua namorada, conta que o homem começou a persegui-la na ida ao banheiro. Conforme ela, o agressor falava: “Você vestida dessa forma tem o direito de usar o banheiro dos homens”. Ela conta que chegou a pegar nos seios e falar: “Eu sou mulher”. A trancista chegou relatar o caso ao dono do estabelecimento e o agressor deixou o local por um momento.

Segundo a trancista, quando ela estava conversando com um amigo, o homem surgiu atrás dela e a empurrou por cima de um carro. “Ele começou a me agredir. Eu estava tentando me defender. O irmão dele chegou na minha frente e disse: “Ei, aí é meu irmão’”. A vítima questionou: “Eu não posso fazer nada? Você não está vendo que ele está me batendo?’”, relata. Ao perceber que o homem estava muito violento e que as agressões iriam continuar, a trancista conta que a sua companheira conseguiu intervir e outras pessoas seguraram o agressor.

A vítima chegou a ser levada à Unidade de Pronto Atendimento (UPA) de Tauá. Milene teve fratura no joelho, lesões e hematomas por todo o corpo. Nesta quarta-feira, 24, a vítima irá fazer exame de corpo de delito no Núcleo da Perícia Forense de Tauá. A trancista também registrou um boletim de ocorrência no dia das agressões. Um inquérito foi instaurado nessa segunda-feira, 22, na 14ª Delegacia Regional de Tauá, para apurar a acusação de lesão corporal e LGBTfobia.

Nesta terça-feira, 23, segundo Milene, uma equipe da Polícia Militar chegou a procurar o homem no estabelecimento e na residência onde ele mora, mas o agressor não foi encontrado para prestar esclarecimentos sobre o caso.

“Eu só quero pedir Justiça”
Essa foi a primeira vez em que a trancista Milene Pereira sofreu agressões de discriminação de gênero. “Eu não durmo direito por causa da dor. Eu não consigo mais ver ele (agressor). Eu não tenho motivo para ser agredida. Eu só quero pedir justiça”, pontua.

Em nota enviada ao O POVO, nesta terça-feira, 23, a Secretaria da Segurança Pública e Defesa Social do Ceará (SSPDS) disse que um inquérito policial foi instaurado na Delegacia Regional de Tauá para investigar o caso. A pasta destacou que a população pode contribuir com as investigações policiais repassando informações que auxiliem os trabalhos policiais. As informações podem ser encaminhadas para o telefone (88) 3437-1888, da Delegacia Regional de Tauá. O sigilo e o anonimato são garantidos.

Confira a nota na íntegra
“A Polícia Civil do Estado do Ceará (PC-CE) informa que um inquérito policial foi instaurado na Delegacia Regional de Tauá para investigar uma denúncia de lesão corporal e LGBTfobia. O crime ocorreu no dia 22 de novembro em um estabelecimento comercial, no município de Tauá – Área Integrada de Segurança 22 (AIS 22) do Estado. Diligências e oitivas estão em andamento.

Denúncias

A população pode contribuir com as investigações repassando informações que auxiliem os trabalhos policiais. As informações podem ser encaminhadas para o telefone (88) 3437-1888, da Delegacia Regional de Tauá. O sigilo e o anonimato são garantidos.”

Site: Jornal O Povo

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